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Fev 09

 As 07:30 já estou tomando meu café com as panquecas, manteiga, geleia ou doce de leite. Viajar em grupo é um processo, cada um tem seus horários e hábitos. Como  gosto de ter tempo para fazer tudo o que preciso sempre era um dos primeiros a levantar, fazer as minhas coisas e ficar pronto.

 

A van chega as 08:00 com um guia e um motorista. Todos prontos começamos a nossa subida, aqui em La Paz é sempre assim ou se sobe ou se desce, como o passeio deve demorar precisamos parar em um mercadinho para comprar algum lanche para o almoço e fazemos isso em El Alto, cidade em cima de La Paz no anteplano. Seguimos pela estrada à fora, primeira parada na Pedra do Sapo, um lugar onde duas pedras formam a boca de um sapo e os bolivianos fazem oferendas à Pacha Mama. Pacha Mama é a mãe terra está sempre associada ao sapo ou à lhama e sempre perto dos Apus (montanhas, que também são divindades) encontramos lugares de oferendas.

 

De volta a estrada admiramos a vista, lhamas passam à frente da van com seu pastor e avistamos lagunas de cores verdes e vermelhas. O guia explica que essas lagunas estão contaminadas com os minérios de uma mina que vemos mais adiante. Finalmente avistamos as construções da Universidade e um pouco mais acima o Clube Andino Boliviano, estamos chegando à Chalcantaya. O Clube Andino Boliviano já foi a estação de esqui mais alta do mundo, 5300 metros e hoje desativada graças ao derretimento da neve. Começo minha subida ao topo do Chalcantaya que está a 5427 metros, saímos da estação na direção do cume. Essa caminhada é feita em duas partes, pois se sobe até uma parte alta e depois se desce e sobe de novo, chegando ao pico da montanha. A essa altitude tudo é muito difícil, mas me sinto muito bem e vou na frente de todos na primeira parte. Paramos, tiramos fotos, admiramos a vista e seguimos. Nessa parte até que dá um medo pois estamos caminhando no vértice da montanha, primeiro descendo e depois subindo. Tem gente que faz essa parte de quatro, mas eu nem vi, estava alucinado para chegar logo ao topo.

 

Pronto cheguei, nem dá para acreditar que cheguei antes mesmo do guia. Aproveito o tempo só para olhar ao redor e ver tudo de cima, comer um pouco de neve e ficar de boca aberta com a vista. Aos poucos todos chegam ao cume, todos brincam e se cumprimentam. Lá de cima vimos toda a cidade, várias montanhas e também o Lago Titicaca. Penso mais uma vez, "que viagem mais ou menos", é outro daqueles momentos em que fico ali pensando no mundo e em mim...

 

O chato é ter que voltar, dá vontade de ir para Wayna Potosí, ou o Ilimani, outras montanhas com alturas perto de 6000 metros, mas de escalada bem mais difíceis. Voltamos todos felizes e que tinha disposição foi caminhar pela cidade. Fui na Praça Murillo, estava tendo uma missa por causa da Páscoa com várias autoridades bolivianas, comemos empanadas e fomos no Museu da Coca. O museu é bem pequeno mas organizado e cheio de informações sobre essa planta sagrada para os povos andinos. Voltamos para o hostal e marcamos os últimos dois programas de La Paz, Tihuanaco e fechando com um passeio no Camino de la Muerte (La Paz-Coroico). Tentamos jantar num restaurante japonês, mas a gerente disse que já estava fechado e fomos num chinês muito bom. Voltamos para o hostal, cerveja e fui dormir.

 

 

publicado por gabrielbosak às 20:08

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