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Fev 09

 Tudo de novo, café com panquecas...


Tihuanaco ou melhor  Tiwanaku nos espera, entramos na van e 72 km nos separam dessa cidade. Tiwanaco começou a ser construída por volta de 3500 anos atrás, há que diga que foi bem antes, tendo seu apogeu entre 500 e 700 d.c. Provavelmente os Incas eram uma civilização descendente de Tiwanaku ou aprenderam muitas coisas com eles.

 

Entramos no primeiro museu que está ainda em construção e só tem uma sala, onde está um monolito de 5 metros todo trabalhado. No pátio interno desse museu existe também uma canoa de totora ou palha. Passamos para o museu ao lado onde está uma exposição sobre a história de Tiwanaku, com cerâmicas, múmias, metais e muito mais.

 

 No sítio arqueológico de Tiwanaku, ainda estão escavando e encontram muitas coisas pela região, é composto por basicamente 3 templos, uma pirâmide (Akapana), um templo pequeno escavado e um grande elevado (Kalisasaya). Cada um deles dedicado a um nível espiritual ou da terra, aéreo, subterrâneo e terreno. Os tempos estão alindados aos pontos cardiais, assim como existem marcações para os Solstícios de verão e inverno. Acredita se que a pirâmide foi um observatório astronômico com uma piscina no topo onde o céu era refletido e podia se fazer as observações. O templo Kalisasaya também marca os equinócios pois o sol nesses dias entra por sua porta, esse templo possui cornetas nas paredes onde o som é amplificado, pode se falar ou ouvir. No templo semi-subterrâneo existem três monolitos anteriores à construção da cidade e suas paredes são recheadas de máscaras. É no templo Kalisasaya que se encontra a Porta do Sol, que pesa só 13 toneladas, mas seu lugar original é desconhecido e nem suas inscrições são conhecidas.

Do ouro lado ainda existem outras construções com lajes ainda maiores que as de Tiwanaku é Pumapunku. Algumas pedras chegam a ter 120 toneladas nesse sítio, todas elas têm marcas de encaixe do tipo fenda. Todo o trabalho com as pedras é impressionante, pois elas são perfeitamente encaixadas e são muito mais antigas que as em Machupicchu. Gostei muito do sistema de aquedutos, acho sempre muito bonito o movimento da água neles e a engenhosidade por trás desse sistema.

Para quem quiser saber mais sobre Tiwanaku: 

 

http://www.archaeology.org/interactive/tiwanaku/index.html

 

Voltamos para o hostal, um banho e rua de novo. Comércio de La Paz, compra daqui, compra dali, dessa vez compraram até sacolas para carregar tudo. Viajando com sacoleiros agora...

 

Tentamos dar mais uma chance ao japonês, mas ele estava fechado, a cidade estava às moscas e fomos bater a carteirinha no chinês mesmo, dessa vez foi um banquete.

 

Hostal, cerveja, cama... Vamos dormir cheios de expectativas, pois amanhã é o dia na estrada mais perigosa do mundo, La Paz-Coroico.

 

 

 

publicado por gabrielbosak às 20:12

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