18
Fev 09

 Depois de uma noite bem dormida no hostal em Cuzco, Wasichay Hostal, Mauri 312, acordo perto das 8 horas, vejo se existe movimento e companhia para tomar café pois marcamos um city tour para hoje. Tomo café, pão, manteiga, geleia e suco. Os pães na Bolívia e no Peru são sempre muito parecidos como um pão árabe só que com um pouco mais de massa, redondinho e quase sem miolo. Volto ao quarto lavo os dentes, me arrumo e desço para pegar a van na Mauri. O Hostal em que estamos não tem nada de mais, mas é bem localizado, fica à duas quadras da Plaza de Armas, assim então sempre que queremos dar uma volta onde tem mais movimento é só entrar no beco, subir a Arequipa e já estamos na Plaza de Armas.

 

A van chega, os operadores de turismo aqui do Peru parecem mafiosos, vestidos com ternos e sempre parecendo que escondem alguma coisa. Pegamos mais alguns turistas, seguimos pela cidade passamos pela Plaza de Armas e vamos em direção nordeste sempre subindo. Vamos chegando próximos de Saqsaywaman, que vamos acabar chamando de Sexywoman, passamos por um campo com Lhamas e Alpacas e a cidade lá embaixo, Cuzco para quem possui pouco tempo mas quer conhecer os Incas é "O" lugar para se ir, pois existem muitas cidades próximas e uma infra-estrutura adequada. Só passamos por Sexywoman e fico querendo descer pois esse é o templo do trovão e do raio e um dos primeiros a ser construído em Cuzco. Mas só passamos pois vamos é para Pisac.

 

No caminho para Pisac o guia nos explica como os templos, cidades e plantações eram feitos sem trabalho escravo. Basicamente os Incas faziam dois impostos que eram  um dia de trabalho por mês para a sua comunidade e outro dia para o estado. Além disso eles possuíam um sistema de trabalho cooperativo quando um produtor precisava de força de trabalho os vizinhos faziam um mutirão, assim como esse produtor ajudava com sua força os vizinhos. Me fiz entender?

 

Chegando em Pisac fico mais uma vez emocionado com toda a grandiosidade que eram estas cidades, com a quantidade de terrazas e pedras velhas empilhadas simetricamente com encaixes perfeitos. Outra coisa que adoro nessas cidades são os caminhos de água e os detalhes para levar a água montanha a baixo. Cada cidade que visitamos possui esses caminhos. Saímos de Pisac e vamos almoçar, escolhemos um restaurante que não é nem o mais barato e nem o mais caro. Sempre aproveitando para comer as coisas locais coloco em meu prato saladas com muito milho de diferentes formas e tamanhos. Quinua, carne de Alpaca e aquele tipo de feijão que não é feijão. Para beber como sempre limonada!!!

 

Terminamos o almoço e vamos para Ollantaytambo, centro do vale sagrado dos Incas, aqui realmente é impressionante porque além de ter as ruínas e tudo mais, Ollantaytambo é uma cidade viva habitada por descendentes incas. As casas e construções tem no mínimo 500 anos de existência. A maior parte do "templo" é construído em forma de lhama e seu filhote. Do lado oposto existem outras construções entre elas uma máscara esculpida, de onde o primeiro raio de sol do solstício de inverno ilumina exatamente o olho da lhama do outro lado. Perto da máscara fica a geladeira, uma construção feita acima da cidade para aproveitar o ar mais frio 300 metros acima e assim conservar por mais tempo os grãos. Dou a volta na cidade e saio dela pelo templo da água, uma pedra com várias bocas d`água saindo. Entramos na van e vamos para Chinchero sempre acompanhando um lindo vale e vendo as montanhas com seus picos nevados. Em Chinchero existe uma feira de artesanato em volta de uma Plaza, onde está também uma igreja construída com as pedras da casa do inca Tupac Yupanqui e dentro possui um afresco de arte cuzquenhã de La Virgem de Montserrat. Ao lado da igreja uma imensa  ruína do que era o resto da casa e da cidade... Saímos ao por do sol de Chinchero e pela estrada vou pensando na vida olhando as plantações de batata em flor. Nunca pensei que batatas em flor focem tão bonitas, flores que vão do branco ao lilás passando pelo rosa, santa batata.

 

Chegando em Cuzco fomos comer, a fome era grande! Comemos no Adriano's, um restaurante mais arrumadinho, eu uma lasanha, nada de mais, mas com a fome que eu estava tudo bem, só não descobri se a lasanha era Sádia ou Perdigão... Depois passamos em outra Pizzaria porque alguns queriam comer um bolo de chocolate. Depois de estar com a barriga cheia fomos para o Hostal tomar um merecido banho e ir descansar pois amanhã é outro dia, outro city tour!

publicado por gabrielbosak às 00:31

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